domingo, 26 de agosto de 2012

A Origem do Vaporizador Pessoal...



Foi na última parte da década de 1950 que a sociedade começou a perceber os malefícios do tabaco na saúde. Com a constatação dum número crescente de pessoas com cancro do pulmão, enfisema e outras doenças de fumadores, o tabaco tornou-se popularmente menos aceite.
Infelizmente, a nicotina contida nos cigarros é uma das substâncias mais viciantes do planeta e parar de fumar é das coisas mais difíceis de fazer.
Foi precisamente a pensar nessa dependência que o farmacêutico chinês Hon Lik inventou em 2003 o Vaporizador Pessoal. Após ter assistido à morte do seu pai, um fumador activo, com cancro do pulmão, Lik quis com a sua invenção disponibilizar uma forma mais segura e limpa de inalar nicotina.
Hon Lik registou a patente do vaporizador pessoal no mesmo ano em que o criou e introduziu os vaporadores pessoais no mercado chinês no ano seguinte, através da empresa Golden Dragon Holdings.
Mais tarde decidiram mudar o nome da empresa para “Ruyan” com o objectivo de melhor a identificar com o novo produto (Ruyan significa “quase como fumaça”). Depois da mudança, a empresa Ruyan continuou no desenvolvimento contínuo e acrescido sendo um dos maiores fabricantes de vaporadores pessoais .
Uma outra empresa, Ltd Cixi E-CIG Technology, foi também uma parte importante no desenvolvimento do vaporizador pessoal, possuindo quatro patentes nos Estados Unidos e duas na China. O seu CEO, Dr. Sam Han, era um fumador activo há mais de 40 anos e começou a trabalhar no desenvolvimento da tecnologia do vaporizador pessoal como forma de se tentar ajudar a ele próprio.
Após a implantação bem-sucedida dos vaporadores pessoais da Ruyan e da Cixi E-CIG na China e na Ásia, os produtos começaram a ser vendidos em quantidades significativas na Internet. O empresário inglês Greg Carson foi o primeiro a comercializar o produto, apelidando-o de “Electro Fag”. A popularidade foi tremenda no Reino Unido e na Europa, chegando ao ponto do Parlamento britânico aprovar legislação específica a legalizar o uso desses cigarros quer dentro de casa, quer noutros locais onde os cigarros normais eram proibidos.
Esta popularidade europeia fez com que o vaporizador pessoal chegasse rapidamente ao mercado americano, através de uma variedade de distribuidores como GreenSmoke, Cigana, ePuffer e Blu. No entanto, enquanto na Ásia e na Europa tudo correu normalmente, nos Estados Unidos os vaporadores pessoais e a FDA, (Food and Drug Administration), têm tido um mau relacionamento desde o início. Desde as últimas décadas do século XX que a FDA tem proibido as importações do produto alegando que os vaporadores pessoais não são dispositivos de cessação de fumar aprovados e regulamentados por eles.

Mas como funciona um vaporizador pessoal?
O vaporizador pessoal clássico tem três elementos principais: a bateria, o atomizador e o cartucho.
A bateria, como o próprio nome indica, fornece a energia necessária à utilização do dispositivo. Regra geral esta bateria é de alta duração, recarregável e possui uma luz indicadora que acende a cada aspiração para informar utilizador do seu estado de carga.
O atomizador é a peça que recebe e utiliza a energia da bateria para atomizar o líquido que dará origem ao vapor.

O cartucho (recarga) é onde está contido o líquido a atomizar e funciona simultaneamente como retentor do líquido a fumar, possuindo material absorvente para esse efeito.



O líquido a atomizar é constituído por Propilenoglicol numa percentagem entre 70% a 90%. É este líquido o responsável pelo vapor que se vê a sair do cigarro (que algumas pessoas confundem como sendo fumo). Trata-se de um composto orgânico, inodoro, e que é usado há muitos anos nas indústrias alimentares, farmacêuticas e na cosmética, sendo reconhecido mundialmente como perfeitamente seguro para o organismo humano.
No mercado existem diversos líquidos destinados a serem atomizados (“fumados”) dispondo de diferentes sabores/aromas (tabaco tradicional, mentol, café, chocolate e diversas frutas) e níveis de nicotina diversos, permitindo aos fumadores escolher sabores, alterar concentrações, podendo chegar até a vaporizar, se o desejarem, cartuchos sem nicotina.
Aqui está o porquê de se poder considerar uma boa alternativa a quem pretende reduzir o consumo de tabaco ou mesmo deixar de fumar.

Vantagens do vaporizador pessoal:

- Satisfaz a dependência de nicotina sem agredir o organismo com as mais de 4700 substâncias tóxicas existentes no cigarro tradicional, 60 das quais são reconhecidas como causadoras de cancro e de problemas de graves de coração e do sistema respiratório.
- Sendo um dispositivo não inflamável e onde não existe qualquer combustão, não contribui com a produção de fumo e gases para o ambiente o que permite o seu uso em qualquer local de casa ou público sem causar dano a terceiros.
- Aliás o vaporizador pessoal não está incluído na norma proibitiva prevista pela lei que veda o consumo de tabaco em locais públicos – (Lei nº37/2007 de 14 de Agosto).
- Não compromete o olfacto e o paladar, bem como não escurece os dentes nem causa inflamação das gengivas e mau hálito;
- Não provoca tosse crónica, catarro ou falta de fôlego;
- Não provoca nenhuma das doenças relacionadas com o cigarro de tabaco como: pneumonia, cancro (pulmão, bexiga, laringe, faringe, esófago, boca, estômago), enfarte de miocárdio, bronquite crónica, enfisema pulmonar, derrame cerebral, trombose, úlcera digestiva, impotência sexual, etc.;
- Por último, considerando a mesma forma de fumar e a mesma quantidade de cigarros, é mais barato que o cigarro de tabaco.
Não há nenhuma dúvida de que o vaporizador pessoal é uma alternativa mais segura que o cigarro de tabaco, podendo-se concluir que os benefícios da mudança são muitos e importantes.

(Texto original Los Angeles Times)


"Salve Hon Lik"

Hon Lik, inventor of the electronic cigarette, demonstrating the product in his Beijing office. (April 2, 2009) Barbara Demick/Los Angeles Times Los Angeles Times